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Wines & Whispers

Um blog para quem, como eu, procura descobrir, entender e partilhar as histórias que uma garrafa de vinho tem para contar.

Wines & Whispers

Um blog para quem, como eu, procura descobrir, entender e partilhar as histórias que uma garrafa de vinho tem para contar.

Poço da Velha tinto 2014

poço velha (1).jpg

 

 

Quem nunca experimentou um vinho do qual nunca tinha ouvido falar, do qual os seus amigos nunca tinham ouvido falar, e que nos surpreende e cativa os sentidos ao ponto de dizer: "como é possível este vinho não ter visibilidade?"

 

Embora não seja a primeira colheita deste vinho que tenha bebido (o primeiro foi a colheita de 2010), este foi o vinho que mais recentemente me marcou com esse sentimento.

 

O Poço da Velha Tinto 2014 é um daqueles tintos produzidos por um pequeno produtor, localizado em Ervedosa do Douro e elaborado com um blend de vinhas velhas que esteve em estágio durante doze meses em barricas de carvalho francês (para quem esteja interessado, alvarorveiga@gmail.com), com pouca visibilidade nacional mas que imediatamente nos faz perceber que ainda existem grandes vinhos por descobrir.

 

Após contacto com o produtor, soube que será brevemente lançado um reserva, entre o final deste ano e início de 2019. A acompanhar com (muita, mas mesmo muita curiosidade e) atenção.

 

Notas de Prova :

 

 Rolha em excelente estado, molhada na base e sem progressão.

 

De cor rubi profunda, denso, é um vinho que apresenta-se no nariz com o toque característico do douro: floral e fruta madura. No palato, encontramos um vinho bastante equilibrado, com excelente acidez, taninos vivos mas redondos que dão mais prazer à degustação deste vinho. Boas notas de ameixa e baunilha, com ligeiro toque especiado e um final longo e persistente.

 

Classificação Pessoal : 17,0 valores

 

 

ProdutorÁlvaro Veiga
RegiãoDouro
Tipo de VinhoTinto
Ano2014
CastasBlend de vinhas velhas
Teor Alcoólico14,00 %
ConsumoBeber / guardar por um período máximo de 10 anos

Cem Reis Reserva Tinto 2013

100 R - Cópia.jpg

 

Produzido na Herdade da Maroteira, localizada entre Estremoz e Redondo, produzido por Philip Mollet e com o mago António Maçanita como enólogo, o Cem Reis é um vinho monovarietal Syrah que tem registado uma enorme curiosidade junto do público. À enorme qualidade do vinho, tem-se juntado dois factores essenciais para que este seja um dos vinhos mais falados e desejados entre nós, apreciadores: se por um lado, se tem verificado, colheita após colheita, uma enorme solidez e consistência na qualidade que apresenta, por outro tem-se verificado uma diminuição na produção, o que tem elevado a procura deste vinho.

 

 O Cem Reis tinto 2013 estagiou 16 meses em barricas novas: 50% Carvalho Francês grão fino tosta média e 50% Carvalho Americano grão médio tosta média, tendo sido sujeito a vindima manual, em caixas de 20 kg. Fermentações alcoólicas e malolática naturais e espontâneas; “Cuivason” de mais de 20 dias; Engarrafado sem colagens ou filtração.

 

Notas de Prova : 

 

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base e sem progressão. No nariz, temos imediatamente uma explosão de aromas que aviva os sentidos e nos prende de imediato: excelentes notas de frutos pretos e tostado, fruto do seu estágio em barrica. Mas é no palato que este Cem Reis nos prende e desarma por completo: ataque cheio, quente, com taninos polidos e bem desenhados, num tinto carnudo e que nos delicia por completo. O teor alcoólico elevado mal se faz sentir, tornando ainda mais surpreendente o seu consumo.

Termina longo, com muita persistência.

 

Classificação Pessoal : 18,0 valores

 

ProdutorHerdade da Maroteira
RegiãoAlentejo
Tipo de vinhoTinto
Ano2013
CastasSyrah (100%)
Teor Alcoólico16%
ConsumoBeber / Guardar por um período de 5 anos

Callabriga 2011

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 Eis um vinho que tinha em guarda à já algum tempo, sempre com a indecisão de abrir ou continuar a guarda. Os vinhos da Casa Ferreirinha primam, seja qual for a gama de preço, por um denominador comum: qualidade. Tendo como referências óbvias o mítico Barca Velha e o Reserva Especial, surgem de imediato outros grandes vinhos a preços muito mais acessíveis mas com selo de qualidade garantida e uma excelente relação qualidade / preço, como são o caso do Quinta da Leda, Vinha Grande e este Callabriga. Com um blend das castass mais comuns e emblemáticas da região, é uma aposta segura para quem compra e um vinho obrigatório para quem nunca provou. 

 

 

Notas de Prova : 

 

Este Callabriga 2011 mostrou, desde logo, estar em óptima fase de evolução e num ponto de consumo muito bom. De cor rubi, denso, mostra-se no olfato com boas notas florais e um aroma exuberante a frutos vermelhos maduros. No palato, embora ainda em evolução, mostra-se muito afinado, com notas de especiaria (do seu estágio em barrica) e pimenta, num conjunto sério mas muito elegante, com muito bom volume de boca e texturado. Termina longo, com persistência e elegância.

 

Um vinho que remete imediatamente para a nossa mente um pouco do que é a história da região, da marca Casa Ferreirinha e dos anos de ouro de Dona Antónia Adelaide Ferreira. Edição após edição, uma aposta segura para quem procura um vinho do Douro com qualidade a um preço bastante aceitável.

 

Para mim, pronto a ser bebido. Com muito prazer.

 

Classificação Pessoal : 17,0 valores

 

ProdutorSogrape (Casa Ferreirinha)
RegiãoDouro
Tipo de VinhoTinto
Ano2011
CastasTouriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Teor Alcoólico14,50 %
ConsumoBeber / Guardar

 

 

 

QUINTA DO ESPÍRITO SANTO Reserva Tinto 2012

Quinta Espírito Santo Reserva 2012 (1).JPG

 Um dos vinhos com garantia de qualidade a baixo preço é este Quinta do Espírito Santo Reserva 2012. Um tinto poderoso, bastante expressivo, muito bem construído.

 

A este preço, é difícil de resistir.

 

Notas de Prova:

 

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base. 

 

De cor púrpura carregada e com grande concentração de cor, apresenta um nariz bastante pujante, com frutas pretas, violetas, especiaria e compota. 

 

Na boca, a confirmação que estamos perante um tinto cheio de vida, raçudo, com taninos e uma acidez muito expressivas. Grande estrutura de boca, é um tinto encorpado e musculado, quase austero, que está construído camada após camada com notas de baunilha, canela, frutos vermelhos e especiaria. Mastigável, pede bons pratos de carne vermelha à mesa para melhor se poder expressar.

Para beber desde já ou para guardar em cave por um bom par de anos. Com tanta vida na garrafa, mal não lhe fará.

 

Termina longo, com bastante persistência, cheio de vida.

 

Classificação Pessoal : 16,5 valores

 

ProdutorCasa Santos Lima
RegiãoLisboa
Tipo de VinhoTinto
Ano2012
Castas Tinta Roriz, Castelão, Syrah, Touriga Nacional
Teor Alcoólico15,00 %
ConsumoBeber / Guardar

LADEIRA DA SANTA Grande Reserva Tinto 2011

LADEIRA DA SANTA GR Tinto 2011 (1).JPG

Notas de Prova:

 

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base.

 

Apresenta no copo uma cor púrpura sedutora, com um nariz bastante expressivo de aromas de frutos do bosque macerados.

 

Na boca, mostra-se um vinho bem elaborado, macio, com taninos muito bem polidos, com boas notas de chocolate e especiaria, fruto do estágio em barrica de carvalho francês. É um vinho que se bebe com prazer, muito bem estruturado e com um final de boca prolongado.

 

Uma boa surpresa, produto de uma região que por vezes cai no meu esquecimento mas que com este vinho me faz recordar que Dão é uma região com grandes vinhos, que merece um olhar muito mais atento. E que 2011, foi mesmo um ano de excepção.

 

 

Classificação Pessoal : 17,0 valores

 

ProdutorLadeira da Santa
RegiãoDão
Tipo de VinhoTinto
Ano2011
CastasTouriga Nacional e Alfrocheiro
Teor Alcoólico     13,50 %
ConsumoBeber / Guardar

VALE DO BOMFIM Tinto 2014

Vale do Bomfim 2014 (1).jpg

 Não me recordo da quantidade de vezes que passei por este vinho sem nunca o ter trazido para realizar uma prova. Foram algumas, sempre uma promessa adiada, mas que recentemente decidi realizar. 

Desconhecia em absoluto este vinho, da Symington Family Estates, embora o selo do seu produtor me assegurasse desde logo qualidade inequívoca.

E assim parti, para mais uma boa descoberta.

 

Notas de Prova:

 

Rolha em excelente estado, molhada na base e sem progressão.

 

Nariz bastante expressivo de frutos silvestres, com toque de fumado envolvente bem enquadrado.

 

Na boca, mostra-se um tinto carnudo, com taninos firmes. Especiado, com traço vegetal, fumado e toque de madeira, é um tinto que se bebe com prazer, mas que pede um bom prato a acompanhar de modo a poder brilhar.

 

Termina longo, bastante persistente, com travo ligeiramente seco.

 

Classificação Pessoal : 16,0 valores

 

 

ProdutorSymington Family Estates
RegiãoDouro
Tipo de VinhoTinto
Ano2014
CastasTouriga Franca, Touriga Nacional e mistura de castas durienses
Teor Alcoólico     14,00 %
ConsumoBeber

QUINTA DO PESSEGUEIRO Tinto 2014

Quinta do Pessegueiro 2014 (1) (1).jpg

 Um dos vinhos que mais curiosidade me vinha a suscitar, desde à algum tempo a esta parte, era precisamente este QUINTA DO PESSEGUEIRO Tinto 2014. Recentemente premiado no concurso anual da prestigiada revista DECANTER com medalha de platina e 95 pontos de pontuação, é um vinho que se tem vindo a afirmar no panorama nacional e internacional, com grande consistência ao longo dos anos e que promete vir ainda dar a falar.

Para isso, Roger Zannier conta com o enólogo João Nicolau de Almeida, neto de Fernando Nicolau de Almeida, lendário criador do mítico Barca Velha.

 

“o objectivo é fazer aqui um dos melhores vinhos do Douro".

 

Depois desta prova, tudo o que posso dizer é: estão decididamente no bom caminho para o fazer.

 

 

 

 

Notas de Prova :

 

Rolha em bom estado, com ligeira progressão.

Nariz francamente sedutor, com notas de frutos vermelhos e especiaria.

Na boca...um pecado! Notas de fruta madura, frutos vermelhos, especiaria, ligeiramente mentoladas. Com os seus taninos correctos, é um tinto directo, franco e muito envolvente, desde o primeiro momento até à última gota.

Termina longo, persistente, cheio de vida e com a promessa de evoluir com o tempo.

 

Classificação Pessoal : 17,5 valores

 

 

ProdutorRoger Zannier
RegiãoDouro
TipoTinto
Ano2014
CastasTouriga Nacional, Touriga Franca, Vinhas Velhas de várias castas
Teor Alcoólico     14,00 %
ConsumoBeber / Guardar por um período até 5 anos

Vinhos biológicos Herdade do Esporão

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Trata-se do primeiro lançamento de vinhos resultantes do cultivo de vinhas biológicas, o primeiro resultado de um projecto já com alguns anos por parte da Herdade do Esporão e a confirmação de uma tendência para vinhos mais biológicos que temos vindo a registar nos últimos anos.

 

O Esporão Colheita Branco 2016 é um branco monocasta Antão Vaz com um teor alcoólico de 14,00 %, enquanto que o Esporão Colheita Tinto 2016 é um bivarietal de Touriga Franca e Cabernet Sauvignon, com o mesmo teor alcoólico do seu irmão branco.

 

Estes dois vinhos colheita chegam agora ao mercado, com um P.V.P. a rondar os 10€.

Novo Vinho MANOELLA

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O projecto WINE & SOUL, de Sandra Tavares e Jorge Serôdio Borges, apresentou recentemente a sua nova criação: o MANOELLA Branco 2016.

 

Proveniente de vinhas velhas com mais de 50 anos, de solo predominantemente granítico e a 500 metros de altirude, este branco é composto por Gouveia, Viosinho, Rabigato e Códega do Larinho, tendo fermentado em cubas de inox e estagiado por 6 meses.

 

Muita curiosidade neste branco, que apresenta um alargamento das opções da WINE & SOUL às castas brancas e que terá certamente, selo de enorme qualidade.

 

A seguir com muita curiosidade e atenção.

CORTES DE CIMA Syrah 2012

Cortes de Cima Syrah 2012 (1).JPG

Este é um dos vinhos que, colheita após colheita, me continua a surpreender e deliciar. A sua consistência faz com que, anos após ano, seja um dos vinhos tintos que continuo a querer comprar e provar, não deixando nunca de me surpreender, como se da primeira vez se tratasse.

 

Foi pois, com especial afecto, que voltei a este Syrah Cortes de Cima, gama de entrada dos Syrah do produtor, onde evolui depois para o Homenagem a Hans Christian Anderson e o icónico Incógnito.

 

Encontra-se num ponto de consumo ideal, a meu ver, podendo contudo beneficiar com mais alguns anos em cave. Tem corpo e acidez para se refinar, assim possamos resistir à tentação de abrir a garrafa.

 

Notas de Prova :

 

Rolha em excelente estado, molhada na base e compouquíssima progressão.

 

Cor granada, nariz arrebatador de frutos vermelhos, com notas bem ligadas de cacau, baunilha e especiaria, fruto do seu estágio em barrica. No paladar, assume a sua vigorisidade característica, um tinto carnudo e de acidez elevada, com taninos macios. Mostra-se bastante sumarento e complexo, muito bom volume de boca, e termina longo e muito persistente, bastante envolvente.

 

 

Classificação Pessoal : 16,5 valores

 

 

RegiãoAlentejo
Tipo de Vinho     Tinto
Ano2012
ProdutorCortes de Cima
CastasSyrah
Teor Alcoólico14,00 %
ConsumoBeber / Guardar

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