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Wines & Whispers

Um blog para quem, como eu, procura descobrir, entender e partilhar as histórias que uma garrafa de vinho tem para contar.

Wines & Whispers

Um blog para quem, como eu, procura descobrir, entender e partilhar as histórias que uma garrafa de vinho tem para contar.

MUXAGAT Tinto 2011

Muxagat tinto 2011 (1).JPG

 A família Nicolau de Almeida tem uma fortíssima relação com o Douro e com a criação de grandes vinhos. Criação de Mateus Nicolau de Almeida, filho de João Nicolau de Almeida (enólogo da casa Ramos Pinto) e neto do mítico Fernando Nicolau de Almeida (criador do Barca Velha), os vinhos que cria reflectem o meio em que se encontra inserido e onde são fabricado. Reside em Vila Nova de Foz Côa, em pleno Douro Superior, onde são feitos alguns dos melhores vinhos Portugueses, e as uvas que utiliza para a produção dos seus vinhos provenientes da Quinta do Monte Xisto e da Quinta de Vale Cesteiros, na Mêda.

 

A expectativa era por isso elevada, tendo optado por decantar o vinho por aproximadamente 30 minutos para que todos os seus aromas se abrissem e tornassem a prova memorável para este vinho, num ano de colheita de ouro para o Douro

 

 

 

 

 

 

 

 

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Notas de Prova :

 

Rolha em excelente estado, molhada na base e com alguma (pouca) progressão.

No copo, apresenta uma bonita cor granada carregada. Denso, impressiona desde logo pelo seu aroma a fruta madura.

Na boca, a confirmação absoluta que estava perante um grande vinho: frutos negros maduros e frutos do bosque, ligeiro toque vegetal, está ainda um pouco fechado e algo sisudo, com taninos vivos mas que não são agressivos . É um vinho potente, fruto do seu teor alcoólico (15%), pujante e que por isso aconselha calma no seu consumo. Carnudo, com uma acidez bastante equilibrada e fresco, termina longo e bastante persistente.

Claramente, ainda vai crescer em garrafa durante mais um par de anos, mas é já um grande grande vinho e que merece ser provado e disfrutado com boa companhia e boa comida.

 

Classificação Pessoal : 17,0 

 

 

RegiãoDouro
Tipo de VinhoTinto
Ano2011
ProdutorMuxagat Vinhos
CastasTouriga Nacional, Touriga Franca e Souzão
Teor Alcoólico15,00 %
ConsumoBeber / Guardar

CHAMINÉ Branco 2015

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Cortes de Cima é um dos nomes incontornáveis do panorama vinícola Alentejano e Português, com os seus vinhos equilibrados, sedutores e muito longos. As suas uvas provêm de duas zonas distintas: na Vidigueira, Cortes de cima conta com mais de 200 hectares de vinha, localizadas na encosta da Serra do Meandro e que benificiam da alta exposiçãosolar anual e dos seus solos ricos em argila para produzirem uvas de grande qualidade. Na Zambujeira Velha, mais 40 hectares de vinha que benificiam da proximidade do mar para produzirem uvas de qualidade branca (essencialmente Alvarinho, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Verdelho).

 

Em 1988, um casal americano-dinamarquês partiu num veleiro para encontrar um lugar onde constituir uma família e plantar uma vinha. Chegaram ao Alentejo, e numa terra de castas brancas plantaram variedades tintas. E assim começa a história dos vinhos Cortes de Cima.

 

Com uma larga gama de vinhos, Cortes de Cima tem-se afirmado ao longo dos anos com a sua capacidade de produzir grandes vinhos, colheita após colheita, mantendo uma qualidade assinalável. Pessoalmente, é uma marca que me agrada bastante e da qual não prescindo ter sempre algumas garrafas em casa.

 

Notas de Prova :

 

Rolha com defeito mas que ainda assim, conservou o vinho em bom estado.

Cor amarela palha, surge com nariz envolvente a frutos exóticos e leve floral. Na boca, apresenta-se como um vinho macio, untuoso, bem feito, com uma acidez correcta e notas de pêssego e alperce. Enche meia boca, num final médio, descomplicado e directo.

Claramente um vinho gastronómico, a beber desde já e que será facilmente apreciado no dia-a-dia, por todos nós e a fazer lembrar já os dias soalheiros que se aproximam para melhor o apreciar.

 

Classificação Pessoal : 15,5 valores

 

 

RegiãoAlentejo
Tipo de VinhoBranco
ProdutorCortes de Cima
Ano2015
CastasSauvignon Blanc, Verdelho, Viognier e Antão Vaz
Teor Alcoólico12,5%
ConsumoBeber

 

 

Grandes Vinhos de Portugal 2016 - Revista de Vinhos

 Em grande destaque este mês na edição da Revista de Vinhos, um extenso artigo sobre os grandes vinhos de Portugal em prova neste ano de 2016.

 

Revista de Vinhos - Grandes Vinhos 2016

 

Desta criteriosa selecção realizada, escolheram-se os melhores dos melhores, dos quais deixamos aqui o link para consulta.

 

 Prémios Excelência 2016 - Revista de Vinhos

 

Destaque igualmente para os prémios atribuídos, em noite de gala, pela Revista de Vinhos, com especial atenção para o prémio "Senhor do Vinho", atribuído este ano a uma figura incontornável no universo vínico Português, João Portugal Ramos.

 

Prémios Especias - Revista de Vinhos

 

Portugal continua a produzir extraordinários vinhos um pouco por todo o lado e em todos os estilos. Mas este ano de 2016 fica marcado pela ascensão dos brancos.

TAPADA DO BARÃO Reserva Tinto 2011

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Localizada perto de Reguengos de Monsaraz, a Adega do Monte dos Perdigões encontra-se localizada numa região de excelência dos vinhos Alentejanos, rodeada por planíceis de sobreiros, oliveiras e vinhas. 

É aqui que se produzem alguns dos melhores Alentejanos da actualidade, com óbvio destaque para a gama Poliphonia, que num passado não muito distante viu distinguido o Poliphonia Signature Tinto 2008 como o melhor vinho tinto do mundo no prestigiado Conscurso Mundial de Bruxelas.

 

Notas de Prova :

Rolha em exclenete estado, molhada somente na base e sem progressão.

Cor granda escura no copo, bastante concentrada, apresenta no nariz aromas a frutos vermelhos e negros, muito concentrado e algo denso.

Na boca, mostra-se um vinho seco, quente, com taninos muito redondos e macios, a facilitarem a prova. Boas notas de cacau, ligeira tosta e erva seca, é um tinto muito bem estruturado, bastante afirmativo, que enche a boca e termina longo.

Evoluiu bastante bem em garrafa nos últimos anos, podendo ainda ter alguma evolução em cave. Contudo, acredito estar no ponto ideal de consumo, que será certamente com muito prazer.

 

Classificação Pessoal : 16,0 valores

 

 

RegiãoAlentejo
Tipo de VinhoTinto
Ano2011
ProdutorMonte dos Perdigões
CastasAragonez, Syrah e Alicante Bouschet
Teor Alcoólico14,5%
ConsumoBeber

 

AR RESERVA Tinto 2013

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 Com mais de 60 anos de existência, a Adega Cooperativa de Redondo é um caso de raro sucesso no panorama vitivinícola nacional, com uma produção global de 14 a 19 milhões de garrafas/ano, todas elas com o selo de qualidade do enólogo Pedro Hipólito, que há 15 anos é o responsável da enologia desta Adega Cooperativa, e uma capacidade de transformação de matéria prima superior a 15 milhões quilos de uvas.

Responsável por marcas sobejamento conhecidas no mercado nacional como Porta da Ravessa e Real Lavrador, tenho vindo a assistir com bastante curiosidade à afirmação de uma outra marca de vinho, o AR (que possuí, além deste reserva, o triplo e o touriga nacional, a que futuramente falaremos).

 

Notas de Prova :

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base. Apresenta-se com uma cor granada carregada, com bordo no copo ligeiramente mais claro.

No nariz, aroma de fruto vermelhos, num ataque imediato, quente e especiado.

Bom volume de boca, com taninos redondos e macios, é um tinto concentrado, cheio de sabor, com notas de madeira, cacau e tabaco. 

 

Termina com um final quente, longo e persistente, à boa maneira dos grandes tintos Alentejanos, e mostrando claramente que estamos perante um tinto terrivelmente gastronómico. Pronto a beber desde já ou guardar por um período máximo de 8 anos.

 

Classificação Pessoal : 16,5 valores

 

RegiãoAlentejo
TipoTinto
Ano2013
ProdutorAdega Cooperativa do Redondo
Castas : Touriga Nacional, Syrah e Alecante Bouschet
Teor Alcoólico14%
ConsumoBeber / Guardar

ASSOBIO Tinto 2014

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Distinguido com 90 pontos e menção "best value" pela prestigiada revista de vinhos WINE SPECTATOR, é a confirmação da consistência dos vinhos ASSOBIO e do projecto ESPORÃO / Quinta dos Murças, em que ano após ano, num perfil de vinho do Douro moderno, mais fresco e com muito sabor, continua a lançar grandes vinhos.

 

Uma posta seguríssima, que brilhará sempre à mesa.

CASTELLO D'ALBA VINHAS VELHAS Tinto 2014

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Há algum tempo que pretendia provar um clássico do Douro, a primeira marca de vinho lançado para o mercado por Rui Reboredo Madeira e que, de alguma forma, marcou o seu estilo e visão para os vinhos do Douro nos anos vindouros.

Produzido em São João da Pesqueira, um terroir de excelência para grandes vinhos, este Castello d'Alba Vinha Velhas tinto 2014 etagiou 18 meses em barricas de carvalho francês, com uvas provenientes de vinhas velhas com mais de 40 anos em solo xistoso a 350 metros de altitude, prometia desde logo mostrar ser um grande vinho.

 

Notas de Prova :

 

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base. Cor granada carregada, bordo do copo escuro, apresenta um nariz muito interessante a frutos maduros vermelhos e negros, com notas violeta e esteva.

Na boca, mostra-se um vinho elegante e moderno sem nunca perder a alma característica dos vinho do Douro, complexo, com taninos redondos e maduros, acidez correcta e bastante fresco, especiado e com suaves notas de baunilha provenientes do seu estágio em barrica de carvalho.

Termina muito expressivo, longo e persistente, mostrando claramente ser um grande vinho, pronto a ser saboreado desde já mas com um elevado potencial de envelhecimento em cave, pelo que se aconselha a guarda de alguma garrafas para os próximos anos e avaliar a sua evolução.

Gostei bastante, e para o preço, é um "must have" em qualquer cave.

 

Classificação Pessoal : 17,0 valores

 

 

Região

Douro

TipoTinto
ProdutorRui Reboredo Madeira
Ano2014
Teor Alcóolico14%
Castas

"Field Blend" de vinhas velhas, com predominância

de Touriga Nacional, Tinta Amarela, Tinta Barroca,

Tinta Francisca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Souzão

ConsumoBeber/ Guardar

 

QUINTA DO BEIJO Porta de Celeirós D'Oiro Reserva Tinto 2011

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Situada em Celeirós do Douro, aldeia vinhateira  a 25 quilómetros de Vila Real, concelho de Sabrosa, a Quinta do Beijo contribui para uma beleza estonteante repleta de paisagens de vinhas e socalcos que caracterizam o Douro Vinhateiro, a Primeira Região Demarcada do Mundo.

Com 15 hectares de vinha e oliveira, a Quinta do Beijo nasce dos antigos “Armazéns do Calvário”, com mais de um século de história.  Mas é agora, renovada e com nova energia, através da Família Monteiro, que se dá a conhecer através de vinhos de grande qualidade e de um azeite promissor. Mas a Quinta do Beijo é - essencialmente - uma grande família de sorrisos largos.

Para mais informações sobre a Quinta, os seus vinhos, azeites e o imenso Património que a rodeia, consulte Quinta do Beijo.

 

Notas de Prova:

Garrafa gentilmente oferecida por João Monteiro, ao qual desde já agradeço toda a amabilidade e disponibilidade para dar a conhecer o projecto de que faz parte e os seus vinhos.

 Rolha sintética em excelente estado, molhada apenas na base.

Bonita cor granada, carregada, com nariz muito envolvente a frutos maduros. Na boca, mostra-se um vinho com muito boa acidez, frutos maduros, ligeiramente especiado e com toque a baunilha. Taninos presentes mas que não comprometem a prova, é um vinho com personalidade bastante afirmativa e que promete crescer nos próximos anos, pelo que pode desde já guardar algumas garrafas em cave.

 

Termina longo, persistente, preciso.

 

Sinceramente, uma muito boa surpresa este vinho, imensamente gastronómico e que pede um prato à altura para brilhar.

 

Classificação Pessoal : 16,0 valores

 

 

RegiãoDouro
TipoTinto
ProdutorQuinta do Beijo
Ano2011
Teor Alcoólico14%
ConsumoBeber / Guardar

CONTACTO Alvarinho 2013

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Tenho de confessar que sou um grande admirador do Enólogo Anselmo Mendes, não só pela qualidade impressionante de todos os seus vinhos, mas sobretudo pelo carácter e consistência que consegue incutir em cada um deles nas mais distintas regiões demarcadas onde produz ou é consultor, criando vinhos elegantes, com classe, bastante afirmativos.

É, sem dúvida, o grande impulsionador da casta Alvarinho, um embaixador de excelência da região de Monção, com os seus vinhos delicados, elegantes e cheios de carácter. Este Contacto Alvarinho 2013 é um dos meus favoritos.

 

Notas de Prova:

Rolha em excelente estado, molhada apenas na base.

 Bonita cor cítrica, amarela brilhante. Nariz que impressiona, desde logo, pela fruta tropical (ananás) secundada por um leve floral. Na boca, mostra toda a sua classe, é um vinho fino, delicado, untuoso, com toques cítricos e minerais, de boa complexidade e com um toque vegetal amargo que é tão característico da casta.

Termina médio, com boa persistência, mas com muito prazer.

 

Um grande vinho, delicado, complexo, capaz de brilhar à mesa com pratos mais delicados ou simplesmente para beber socialmente. E um vinho que brilhe simplesmente simplesmente por ser disfrutado com boa companhia, é já de si um grande elogio.

 

Classificação Pessoal : 17,0 valores

 

 

RegiãoMonção e Melgaço
TipoVinho Branco
ProdutorAnselmo Mendes
Ano2013
CastasAlvarinho
Teor alcoólico13%
ConsumoBeber

 

 

LACRAU Old Vines Tinto 2014

Lacrau Vinhas Velhas Tinto 2014 (1).jpg

 A mais recente adição à minha cave é este vinho que me anda a suscitar imensa curiosidade, LACRAU Vinhas Velhas Tinto 2014.

 

Produzido na Adega da Quinta da Faísca, no concelho de Favaios,  trata-se de um tinto resultante de uma mistura de uvas de vinhas velhas localizadas no vale do Rio Pinhão com uvas de uma vinha de Touriga Nacional, localizada nas margens do Rio Torto.

 

Um tinto que promete, sem dúvida!

 

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